Quentin Blake

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Quentin Blake é um dos maiores ilustradores do mundo, com livros publicados em diversos países. Ele sempre trabalhou como ilustradore foi professor por 20 anos no Royal College of Art, onde também coordenou o departamento de ilustração de 1978 a 1986.

Quentin Blake é um dos maiores ilustradores do mundo, com livros publicados em diversos países.

Blake sempre trabalhou como ilustrador, e também foi professor por 20 anos no Royal College of Art, onde também coordenou o departamento de ilustração de 1978 a 1986. A partir dos anos 90, ele iniciou carreira como curador de exposições e shows em vários lugares, dentre eles o National Gallery, a British Library e o Musée du Petit Palais, em Paris.

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Quentin Blake

Cresceu entre as cidadezinhas de Sidcup e Kent, próximas de Londres, e teve seus primeiros desenhos publicados pela revista “Punch” quando ainda frequentava a escola. Ele ainda ilustrava para revistas quando estreou no mundo da literatura para crianças e jovens, em 1960, com o livro “A Drink of Water”, de John Yeoman.
Seus livros ganharam inúmeros prêmios e, como autor, foi agraciado com o Hans Christian Andersen para ilustrador em 2002, prêmio de maior reconhecimento internacional para autores de literatura para crianças e jovens, dentre muitos outros.

Estilo e técnicas:
O estilo de suas ilustrações é inconfundível. Quentin Blake deve seu sucesso ao seu senso de humor e à leveza de seu traço. Em cada projeto, sua abordagem é moldada de acordo com o tom do livro e a natureza de seus personagens.
Em seu site, o autor fala sobre sua técnica. Ele afirma que, apesar de seus desenhos terem um estilo livre e sem regras, parecendo que foram feitos no ímpeto do momento, cada desenho, por mais simples que pareça, requer planejamento e preparação. Ele afirma, na maioria das vezes, fazer um esboço onde ele estuda a postura dos personagens, que tipo de expressão eles terão e a composição de todos os elementos na página. Para uma sequência de desenhos dentro do contexto do livro, é necessário mais planejamento, e o ilustrador deve se perguntar:
– O método e a técnica desses desenhos são adequados para a atmosfera do livro?
– O que será ilustrado em cada página? Há continuidade entre as ações de uma página a outra?
– Os personagens parecem os mesmos em cada página?
Para combinar planejamento e espontaneidade, ele experimentou várias técnicas, mas a que foi a mais bem sucedida, e a que vem usando pelos últimos 30 anos, é o uso da mesa de luz.

Técnica da mesa de luz:
Sobre a mesa de luz, ele coloca o rascunho que lhe servirá de base e, sobre ele, uma folha de papel para aquarela, geralmente Canson ou Arches. À mão deve estar um pote de nanquim preto à prova d’água e bicos de pena de diferentes tipos, dos finos e flexíveis aos mais largos e rígidos, além de pincéis ou o que mais parecer adequado para o trabalho.
O importante sobre essa técnica não é repetir o que está desenhado no esboço. Na verdade, é importante que não se possa ver claramente o que está desenhado sob o papel, assim o traço fica mais espontâneo, como se estivesse desenhando pela primeira vez, mas com a vantagem de saber todos os elementos que devem aparecer e onde devem estar posicionados. Normalmente ele começa com a parte mais difícil do desenho, porque, se algo sair errado, não é preciso redesenhar tudo novamente. Mas ainda assim, considera normal fazer até duas ou três versões do desenho finalizado para então decidir qual parece ser o melhor ou mais consistente em relação ao livro todo.

Alguns dos livros ilustrados por ele foram publicados no Brasil, dentre eles “Canção de Natal”, de Charles Dickens; “Voa, passarinho!”, de Quentin Blake e John Yeoman; “Três príncipes, três presentes – contos mágicos do folclore do mundo todo”, de John Yeoman; e “As lavadeiras fuzarqueiras”, John Yeoman.

Recentemente foi inaugurada a exposição Quentin Blake: Inside Stories na Laign Art Gallery, em Newcastle, na Inglaterra. A exposição traz uma visão única sobre as origens das criações mais características e populares de Quentin Blake, incluindo suas ilustrações para os clássicos de Roald Dahl e as imagens para o livro The Boy in the Dress, de David Williams.
A partir das mais de 100 peças originais selecionadas, pode-se apreciar um leque de diferentes técnicas e materiais utilizados, incluindo aquarelas e pastéis, para criar suas inconfundíveis ilustrações. Primeiros esboços, storyboards e ilustrações finalizadas demonstram como esse grande artista desenvolve suas ideias.

The Wild Washerwomen

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